Peça destaque: Esfigmomanómetro de Pachon

Serviço de Urologia, Coleção da Santa Casa da Misericórdia do Porto, em depósito no Hospital de Santo António
 
Desenvolvido pela firma parisiense “G. BOULITTE” entre 1919 e 1925.
O esfigmomanómetro de Pachon era um instrumento usado na medição do limite superior (pressão sistólica) e inferior (pressão diastólica) da tensão arterial em função da amplitude das oscilações da parede arterial sob o efeito de uma determinada tensão. Ou seja, por um lado a pressão do sangue no momento em que o coração contrai e impulsiona o sangue para as artérias, e por outro a resistência dos vasos à passagem do sangue.
Desde 1800 que os médicos encetaram medições da pressão sistólica (máxima), tendo, contudo, dificuldades em auferir a tensão arterial diastólica (mínima).
O primeiro grande avanço instrumental na determinação da pressão sanguínea surgiu em 1881 com o médico austríaco Samuel von Basch (1837-1905) que desenvolveu o primeiro esfigmomanómetro moderno. Em 1896 o médico italiano Riva-Rocci (1863-1937) melhorou este mecanismo introduzindo um braçal e um saco de borracha que envolvia o braço e instaurava uma compressão arterial completa. Em 1905, o cirurgião russo Nikolai Korotkov (1874-1920) introduziu a auscultação com o estetoscópio, em vez da palpação do pulso arterial.
Em 1909 o médico e fisiologista francês Michel Victor Pachon (1867-1938), em colaboração com o engenheiro Charles Boulitte, propõe um esfigmomanómetro que utilizava um mecanismo de funcionamento assente em barómetros aneroides, que permitia a medição da pressão diastólica. A braçadeira era enrolada no braço e insuflada de modo a fazer desaparecer o pulso. Da diferença entre o máximo e mínimo de oscilação da agulha obtinha-se a pressão diastólica.