Peça em destaque

De origem alemã, foi concebida em 1862 e construída em "arame".
Foi a primeira tipologia de máscara utilizada para a anestesia com clorofórmio ou éter.
Não era articulada e era coberta com gaze e colocada a encerrar a boca e o nariz do doente.
O anestésico volátil, gotejado sobre a compressa, mantinha o doente inconsciente.
Esta máscara sofreu várias alterações ao longo de 30 anos e foi usada até 1880, data em que surgiu a máscara de Schimmelbusch que a veio substituir.

A descoberta da anestesia foi a inovação clínica que mais revolucionou a cirurgia. Antes da descoberta da anestesia geral a cirurgia só podia ser raramente empregue em pequenas operações superficiais e em amputações de membros. A rapidez cirúrgica era essencial.
O paradigma mudou radicalmente a partir de 16 de outubro de 1846, quando o odontologista americano William Thomas Green Morton (1819-1868) demonstrou e divulgou publicamente o uso, ainda que extremamente precário, da anestesia geral para cirurgia, utilizando vapores de éter sulfúrico. A segunda metade do séc. XIX apresentaria um progresso notável do conhecimento da fisiologia, farmacologia e início da anestesia geral.